A polêmica declaração de Henriques Naweka, secretário provincial da ACLLIN, afirmando que a FRELIMO "só sairá do poder na segunda vinda de Jesus Cristo", continua a indignar diversos setores da sociedade moçambicana.
Henriques Naweka Causa Polêmica ao Afirmar que FRELIMO Permanecerá no Poder até a Segunda Vinda de Cristo
Além da firme reação da Igreja Católica, através do Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure — que classificou a fala como um "autêntico insulto à figura de Cristo" — a ativista, jurista, advogada e defensora dos direitos humanos, Mariza Moiane, também se pronunciou de forma contundente.
Mariza criticou a instrumentalização da fé cristã para justificar a perpetuação no poder, denunciando a arrogância, o desrespeito e a falta de ética demonstrados por Henriques Naweka. Segundo ela, essa postura revela o desespero de um regime que perdeu a conexão com os valores democráticos e recorre à manipulação religiosa para se sustentar.
Num país onde milhões professam a fé cristã, usar o nome de Jesus como escudo político é não apenas ofensivo, mas uma afronta à dignidade do povo moçambicano.
