Na cidade de Maxixe, província de Inhambane, o cenário do consumo de bebidas alcoólicas sofreu uma mudança significativa após o banimento da popular “xivotxongo”, uma bebida espirituosa de fabrico artesanal.
Adeus, Xivotxongo'! A Nova Bebida de Maxixe é o 'Mal-Coado
Com a retirada desta bebida do mercado, os consumidores locais rapidamente encontraram uma alternativa: o “mal-coado”, um fermentado feito à base de farelo de milho.O bairro Manhala, conhecido pelo movimento intenso do mercado, tornou-se o epicentro desta nova tendência. Comerciantes afirmam que a procura pela nova bebida caseira cresce diariamente, transformando-se numa das mercadorias mais concorridas da região.
Banida a “xivotxongo”, nasce a febre do “mal-coado” em Maxixe
Enquanto uns aplaudem a rápida adaptação da comunidade, outros levantam preocupações sobre os efeitos de saúde e a falta de regulamentação no fabrico deste tipo de bebida. O “mal-coado” herdou rapidamente o espaço deixado pela espirituosa, consolidando-se como a bebida mais procurada no mercado do Manhala.A bebida é produzida de forma simples e acessível, aumentando a sua popularidade entre as famílias de baixo rendimento. O nome “mal-coado” deriva do facto de o líquido não passar por um processo rigoroso de filtragem, mantendo resíduos visíveis.
Principais pontos/acontecimentos
Proibição da “xivotxongo” pelas autoridades sanitárias, ascensão do “mal-coado” como bebida artesanal mais vendida em Maxixe. Bebida feita a partir de farelo de milho, de fácil acesso e baixo custo. O Bairro Manhala e o mercado local como centros de produção e venda, acrescentou-se que os especialistas alertam para falta de controlo sanitário no fabrico.
A busy open-air market in Maxixe, Mozambique, with plastic containers of homemade corn-based drink “mal-coado” displayed for sale.
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