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Ciclone Gezani provoca primeira vítima mortal em Inhambane após queda de coqueiro

Ciclone Gezani provoca primeira vítima mortal em Inhambane após queda de coqueiro

Por TOP24HORASNEWS

Mulher perde a vida após coqueiro de grandes dimensões desabar sobre habitação durante passagem do ciclone Gezani pela província de Inhambane na noite de sexta-feira, 13 de fevereiro. Ciclone Gezani provoca morte em Inhambane após queda de coqueiro sobre habitação no final de semana.

Ciclone Gezani causa primeira vítima mortal em Inhambane

A passagem do ciclone Gezani pela província de Inhambane provocou a primeira vítima mortal registada na noite de sexta-feira, 13 de fevereiro. Uma mulher perdeu a vida após um coqueiro de grandes dimensões ter desabado sobre a sua habitação devido à intensidade dos ventos associados ao sistema ciclónico.

O incidente ocorreu por volta das 23 horas, quando o agravamento das condições meteorológicas causou a queda de várias árvores na região. A vítima encontrava-se a descansar no interior da residência quando o coqueiro atingiu o tecto da casa, provocando danos estruturais significativos e resultando na sua morte.

De acordo com relatos de residentes locais ouvidos pela Miramar, o corpo da mulher foi descoberto apenas na manhã de sábado por vizinhos que se deslocaram à habitação para avaliar os estragos causados pela tempestade provocada pelo ciclone Gezani em Inhambane.

Ventos intensos derrubam árvores em Inhambane

A passagem do ciclone Gezani pela província de Inhambane foi marcada por ventos de elevada intensidade que provocaram a queda de múltiplas árvores durante a noite de sexta-feira. Testemunhas relataram que as condições meteorológicas se deterioraram significativamente por volta das 23 horas, período em que o sistema ciclónico atingiu o seu pico de intensidade na região.

O coqueiro que causou a vítima mortal era de grandes dimensões e encontrava-se nas proximidades da habitação. A força dos ventos associados ao ciclone Gezani foi suficiente para arrancar a árvore pela raiz, projectando-a directamente sobre o tecto da residência onde a mulher se encontrava.

Segundo testemunhos recolhidos pela Miramar, a vítima do ciclone Gezani encontrava-se a descansar no momento do impacto, não tendo tempo de reagir ou procurar um local mais seguro dentro da habitação. A queda súbita do coqueiro destruiu parte significativa da estrutura da casa, colhendo a mulher de surpresa.

O corpo da vítima em Inhambane foi encontrado apenas na manhã de sábado, 14 de fevereiro, quando vizinhos preocupados se deslocaram à residência para verificar os danos causados pela tempestade. A descoberta chocou a comunidade local, que já enfrentava as consequências materiais da passagem do ciclone Gezani. As autoridades locais foram imediatamente informadas do incidente e procederam à remoção do corpo, iniciando os procedimentos legais necessários para documentar as circunstâncias da morte.

Ciclone Gezani atinge Inhambane com força destrutiva

Além da vítima mortal em Inhambane, o ciclone Gezani causou estragos materiais consideráveis na província durante a sua passagem. Dezenas de habitações reportaram danos em telhados, paredes e estruturas devido aos ventos fortes e à precipitação intensa que acompanharam o fenómeno meteorológico.

Árvores derrubadas bloquearam vias de acesso em várias localidades, dificultando a circulação e o trabalho das equipas de emergência que tentavam avaliar a extensão dos danos durante as primeiras horas da manhã de sábado.

Moradores de Inhambane descreveram a noite de sexta-feira como particularmente aterradora, com ventos uivantes, chuva torrencial e o som constante de objectos a serem arrastados e árvores a partir. Muitas famílias passaram a noite acordadas, temendo pela integridade das suas habitações.

Autoridades avaliam extensão total dos danos

As autoridades provinciais de Inhambane iniciaram na manhã de sábado um trabalho extensivo de avaliação dos danos causados pelo ciclone Gezani. Equipas do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) estão no terreno a recolher informações sobre habitações destruídas, infraestruturas danificadas e necessidades humanitárias emergentes.

Até ao momento, a vítima mortal confirmada é a única fatalidade reportada, mas as autoridades alertam que o balanço pode aumentar à medida que mais zonas afectadas forem inspeccionadas.

Riscos associados a árvores de grande porte durante ciclones

Os coqueiros, árvores características das zonas costeiras de Moçambique incluindo Inhambane, representam um risco particular durante eventos meteorológicos extremos como o ciclone Gezani. A sua altura elevada, combinada com a estrutura relativamente esguia do tronco, torna-os vulneráveis a ventos fortes.

Quando derrubados, estes coqueiros podem causar danos devastadores devido ao seu tamanho e peso considerável, especialmente quando atingem habitações ou outras estruturas ocupadas, como aconteceu no incidente fatal de sexta-feira.

"Foi uma noite de muito medo. Ouvíamos barulhos de coisas a cair por toda parte e não sabíamos se a nossa casa ia resistir", relatou um morador que preferiu não se identificar, descrevendo a experiência durante a passagem do ciclone Gezani.

INGD mobiliza equipas de emergência em Inhambane

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres mobilizou equipas de emergência para Inhambane ainda durante a noite de sexta-feira, antecipando a necessidade de resposta humanitária após a passagem do ciclone Gezani. Estas equipas incluem pessoal especializado em busca e salvamento, primeiros socorros e avaliação rápida de danos.

As autoridades estão a coordenar esforços com organizações da sociedade civil e agências internacionais para garantir uma resposta adequada às necessidades das populações afectadas pelo fenómeno meteorológico.

Apesar de eventos anteriores como os ciclones Idai (2019), Kenneth (2019) e Freddy (2023) terem demonstrado a importância de habitações resilientes e sistemas de alerta precoce eficazes, muitas comunidades em Inhambane continuam a viver em estruturas vulneráveis próximas a árvores de grande porte.

O incidente fatal causado pelo ciclone Gezani sublinha a urgência de implementar programas de construção resiliente e sensibilização sobre gestão de riscos em zonas costeiras.

A morte causada pela queda de um coqueiro durante o ciclone Gezani em Inhambane constitui uma tragédia que poderia ter sido evitada com medidas preventivas adequadas. Este incidente sublinha a vulnerabilidade das populações costeiras moçambicanas face a fenómenos meteorológicos extremos e a necessidade urgente de investimento em infraestruturas resilientes e programas de consciencialização.

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Marcelino S. Francisco é jornalista especializado em economia e políticas públicas. Atua há mais de 8 anos na cobertura de decisões governamentais, mercado financeiro e impacto social das medidas económicas. Já colaborou com portais informativos nacionais e internacionais.

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