POR TOP24HORASNEWS
Negociação tensa pode afastar Conde da seleção de Moçambique antes do CAN-2027: Chiquinho Chonde exige 25 mil dólares mensais à FMF — o dobro do salário anterior. Negociação tensa pode definir o futuro da seleção moçambicana.
Chiquinho Conde Exige 25 Mil Dólares à FMF: Negociação que Pode Mudar o Futuro dos Mambas
O futuro de Chiquinho Conde à frente da Seleção Moçambicana de Futebol está suspenso num valor: 25 mil dólares mensais. A proposta do seleccionador nacional, apresentada no âmbito das negociações de renovação contratual com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), representa um aumento de 100% face ao salário anterior de 12.500 dólares e coloca a federação perante uma das decisões financeiras mais delicadas da sua história recente.
O impasse surgiu depois de, em janeiro de 2026, a FMF ter anunciado a saída do técnico — apenas para recuar e reabrir as negociações. Agora, com Conde a exigir vínculo até 2028 e um salário que, em moeda nacional, rondaria 1,6 milhões de meticais por mês, o braço de ferro entre as partes ganhou uma dimensão que ultrapassa o simples plano desportivo.
Chiquinho Conde e a Proposta que Divide a FMF
A exigência de Chiquinho Conde não surgiu do nada. O seleccionador chegou a esta ronda de negociações com um historial que considera suficiente para justificar a valorização salarial: trabalho de construção de uma equipa competitiva, resultados progressivos nos Mambas e um ciclo de qualificação para o CAN-2027 ainda em aberto.
Para a Federação Moçambicana de Futebol, porém, aceitar os 25 mil dólares mensais seria criar um precedente financeiro inédito no futebol moçambicano — numa altura em que a sustentabilidade da própria instituição depende fortemente de patrocínios e apoios institucionais externos.
Qual é o salário actual de Chiquinho Conde e o que está a ser negociado?
Conde auferia 12.500 dólares mensais ao abrigo do contrato anterior. A proposta agora apresentada duplica esse valor para 25 mil dólares, com um contrato de longa duração até 2028, num total estimado de investimento que a FMF terá dificuldade em suportar sem garantias de financiamento assegurado.
O valor exigido por Chiquinho Conde ganhou uma dimensão ainda mais controversa quando colocado lado a lado com os salários praticados noutras selecções africanas de referência. O caso mais comentado nos bastidores da FMF é o de Pedro Brito "Bubista", seleccionador de Cabo Verde.
Bubista, que conduziu os Tubarões Azuis à qualificação para o Mundial de 2026 e acumulou distinções continentais, aufere cerca de 10 mil dólares mensais — menos de metade do valor pretendido pelo técnico em Maputo. A comparação é inevitável e alimenta o debate interno sobre a proporcionalidade da exigência de Conde face aos resultados efectivamente alcançados.
Com base nas informações disponíveis nos bastidores da federação:
Chiquinho Conde (Moçambique): exige 25.000 USD/mês
Bubista (Cabo Verde): aufere cerca de 10.000 USD/mês — três vezes menos
Seleccionador da África do Sul: aufere valores estimados quatro vezes superiores aos 25.000 USD pretendidos por Conde
O contraste é revelador: Conde pede um salário significativamente acima do praticado em selecções com palmarés mais expressivo, mas ainda muito abaixo das grandes potências futebolísticas do continente.
O Dilema da FMF: Continuidade Técnica ou Responsabilidade Financeira?
Para a Federação Moçambicana de Futebol, a equação não é simples. Manter Chiquinho Conde garante continuidade técnica numa fase crítica do processo de qualificação para o CAN-2027 — um objectivo que estrutura toda a planificação da selecção nacional para os próximos dois anos.
Contudo, ceder às condições financeiras apresentadas pelo seleccionador levantaria questões sérias sobre a gestão dos recursos da FMF num contexto económico particularmente exigente para Moçambique. O país atravessa um período de pressão fiscal e orçamental que não é alheio às decisões das instituições desportivas nacionais.
Caso as negociações não cheguem a bom porto, a federação terá de enfrentar um processo de recrutamento de novo seleccionador — com todas as implicações de adaptação, tempo de implementação de um modelo de jogo e risco de perda de momentum no ciclo competitivo. Uma ruptura a esta fase da qualificação para o CAN poderia comprometer seriamente as ambições dos Mambas a médio prazo.
FMF e Conde em impasse: 25 mil dólares mensais dividem federação e seleccionador.
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A negociação entre Chiquinho Conde e a FMF é muito mais do que uma discussão salarial — é um teste à capacidade da federação moçambicana de equilibrar ambição desportiva e responsabilidade financeira. O desfecho desta disputa definirá não apenas quem estará no banco dos Mambas, mas também o sinal que o futebol moçambicano envia ao mercado de treinadores africanos.
25 mil dólares ou ruptura? O futuro dos Mambas decide-se agora — leia tudo aqui.
